Música: cultura para todos os gostos

“As pessoas simplesmente devem morrer pela música. As pessoas estão morrendo por tudo o mais, então por que não pela música? Morrer por ela. Não é bárbaro? Você não morreria por algo bárbaro?”. A declaração apaixonada de LouReed ex-Velvet Underground, parece forte, mas em uma rápida olhada em volta no escritório, na rua, no ônibus percebe-se que ela faz a cabeça das pessoas, sendo executada em fones personalizados e ou mesmo em projetores de som abertos.
A música faz parte da cultura humana segundo estudos a mais de 60 mil anos. Segundo dados históricos há vestígios de flautas confeccionadas em ossos de animais já na pré-história. Originada do grego – musikétéchne, ou seja, a arte das musas. A música é uma das artes mais importantes da nossa cultura, presente em todos os povos. Ela já protagonizou batalhas mediúnicas como a de independência escocesa do reino britânico no século XIII e rege campanhas em prol da paz e da fome.
Hoje fazer música tornou-se “simples” pelo número incontável de tecnologias que adentram os estúdios e facilitam a vida de produtores e musicistas. Alguns astros consideram a música atual (digital) com baixa qualidade, pela propagação mecânica por meio de aparelhos como o MP3.
Segundo Neil Young, em entrevista cedida a MTV, o novo modo de fazer e distribuir música o preocupa pela perda de qualidade sonora. “Eu não gosto. Isso me deixa nervoso. Não a qualidade da música, mas nós estamos no século 21 e nós temos o pior som que eu já ouvi. Cadê os nossos gênios? O que aconteceu?”, questionou Young.
Os formatos digitais que comprimem os arquivos para primar pelo espaço, removem partes das faixas “inaudíveis” pelo ouvido humano, muitas vezes com perdas de qualidade imperceptível. Porém Neil Young acredita que a conversão para MP3, o áudio mantém apenas 5% de seu som original. “Se você é um artista e cria alguma coisa que você acha 100% ótima, mas o consumidor terá só 5%, você se sentirá bem?”, argumenta.
Na “guerra” vinil x digital DJs expõem as diferenças musicais entre as duas plataformas que agitam lounges pelo mundo. O DJ paulistano Saulo Pais defende o uso das plataformas digitais para fazer a festa. Ele afirma que o computador permite de forma única e personalizada criar músicas, remixes e processar sons ao vivo em sincronia com vídeos e luzes.
Na contramão de Saulo Pais, o também DJ Allen Rosa destaca que o vinil permite maior liberdade técnica para trabalhar a música. “Há inúmeras possibilidades criativas de performance, independente de efeitos ou recursos digitais”.
E você o que prefere? As batidas técnicas e apaixonadas que o vinil proporciona por tudo o que representa para a música ou os grafismos e cores destoantes proporcionados pelos computadores. Você decide, mas enquanto pensa nisso, deleite-se com a música de sua preferência.